“O Trabalho do corpo produz fartura, o fruto do trabalho da alma é a arte; é quando não me basta só plantar preciso de um jardim. Como definir o belo usando palavras? Eis o alimento da alma. Eis o desafio ao escritor.”
Alex Terra
Escritor
Alex Terra
Sou brasileiro, católico, fazendeiro e gosto de contar casos. A fantasia, o sonho, a realidade, a abstração, tudo! mistura-se na criação do texto. Não sou eu; tão só é como eu enxerguei este ou aquele momento, portanto, não tente me procurar neste blog, você pode se perder.
Contemporâneo Carnaval.
Foto by Rose. Não são poucas as pessoas que veem o carnaval como uma festa cristã católica; não é. É uma festa pagã que foi incorporada pelo catolicismo. Neste contexto os excessos foram tirados, costumes polidos e enfim a civilização ficou estabelecida. O carnaval era uma fase de preparação para as penitências da quaresma. Há mil e tantos anos a carne não era tão farta e comum como é atualmente, antonce, poder comer carne sem restrições e com relativa fartura era um carnaval. Um permissivo carnaval! Donde, com efeito, se origina a permissividade tão tolerada; que aos pouquinhos foi aumentando, aumentando, e aumentará até o fim dos tempos. Ou até quando as pessoas, pela razão, decidam que o limite é este ou tal.
Quanto a quaresma, pela razão (para quem não tem razão não existe a quaresma), somos livres para decidir qual e quanta será a penitência. //Alex.//
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Vê… Repara…Espia…
Foto by Rose. Nada é novidade na vida, o que há é muita repetição só mudando o contexto e as pessoas. Pouco antes da popularização da máquina de costura, era preciso o serviço de quatro costureiras para dar conta de vestir adequadamente um família. Como com a máquina basta uma, as outras tres sumiram e mesmo na história deixaram poucos registros; sempre foi assim. Outro caso curioso achei no livro de Gustavo Flaubert, era o arreador de cavalo nas carruagens; o senhor, nas cidades, não tinha nenhuma preocupação, ele sempre achava a carruagem pronta; com o surgimento do automóvel a profissão evaporou. Conteporâneamente vivemos um tempo parecido, só que desta vez, por incrível que pareça, o movimento não aconteceu na cidade, primeiro materializou-se nas roças e das roças chegam nas cidades. O tanto que os moradores das cidades estão preparados para conviver com este novo mundo, é questão para se admirar. //Alex.//
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Meu Reino Por Uma Boa Conversa.
Foto by Rose. Há cinquenta anos que eu leio, numa revista, uma página intitulada "Ambientes, Costumes, Civilizações". Demasiadamente filosófica demorei para compreender, e depois gostar dos artigos ali publicados. Revendo minha coleção, guardada com esmero, de revistas, achei uma que fala sobre, justamente, a Arte da Conversação escrita por Plínio Corrêa de Oliveira. O que acho interessante nos escritos desta revista é a sua atualidade! Coisas escritas há mais de cinquenta anos são atuais. A conversa boa tende a unir as pessoas; tende a dar saudade de continuar, de rever a pessoa para novamente e despretenciosamente passar o tempo; quão é bom um almoço que preenche uma tarde inteira. A boa conversa agrega pensamentos; promove novas sinapses; chega-se a conclusões expontânes, não impostas, mas, tem um preço: disciplina, cordialidade, limites, respeito, e muita cultura. // Alex.//
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Admirável vida virtual!
Foto by Rose. É um tempo estranho que vivemos há fartura de tudo; e de conhecimento nem se fala, hoje todo saber da humanidade está a um clik. Fala-se em vício em tela e no perigo de viver a vida dos outros via virtual; fala-se em muitos outros problemas, fala-se e fala-se! Entretanto ninguém fala em solução ou benefícios; e é quase impossível a uma pessoa normal conceber as dimensões da "Pietá" de Michelângelo, vendo somente vídeos e fotos; da mesma forma é dificílimo imaginar o aperto no veleiro em que Aleixo Belov deu uma volta ao mundo em 1980, com efeito os sentidos humanos são imprescindíveis. Principalmente vejo como benefícios o conhecer virtual como forma de aguçar a vontade de complementar o conhecimento; conhecendo a "Pietá" tenho vontade de vê-la para senti-la. Outro benefício importante é a interação, e acredite, tenho mais amigos virtuais que pessoais! Nenhuma novidade nisso, antes, por exemplo, existia os correspondentes de um clube de filatelia, eram amigos; hoje o modelo é via virtual. Mais ainda e com essa encerrando para não ficar o texto longo, tem a felicidade de fazer o bem e o bom, basta, como todo o sempre, ter o espírito nobre. Ninguém precisa botar comida para cachorro de rua e postar no instagram, isso não é bondade é terapia. Bondade é fazer o bem sem saber a quem, para isso a internet é insuperável. /Alex.//
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DO PATEK PHILIPPE AO COROTE.
Foto by Rose. A região cacaueira da Bahia foi e continua sendo a maior experiência em ciências econômicas e sociais já vivida no mundo, não tem igual. Tudo que se quiser saber sobre estas políticas não precisa estudar muito, basta observar o ocorrido lá. Desde o surgimento da casta do funcionalismo público; do ativismo no judiciário; da sanha arrecadatória do fisco; do ambientalismo doentio que levou a persequição implacável do IBAMA, etc... As coisas não aconteceram aleatóriamente, teve método; os pesos foram sendo botados e enquanto a classe produtora encolhia, o estado agigantava-se. Uma sociedade assim produz cada vez mais leis ruins; e torna-se dependente de uma indução externa para acordar de tal indolência. Sem tecnologia, sem instrução, sem educação, sem gerar riquezas; vivendo do extrativismo ou de esmolas, qualquer sociedade tende a gerar forças que agem no sentido de expelir as riquezas a qualquer preço. Aliás o preço é: que seja liquido e imediato; só! // Alex.//
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