“O Trabalho do corpo produz fartura, o fruto do trabalho da alma é a arte; é quando não me basta só plantar preciso de um jardim. Como definir o belo usando palavras? Eis o alimento da alma. Eis o desafio ao escritor.”
Alex Terra
Escritor
Alex Terra
Sou brasileiro, católico, fazendeiro e gosto de contar casos. A fantasia, o sonho, a realidade, a abstração, tudo! mistura-se na criação do texto. Não sou eu; tão só é como eu enxerguei este ou aquele momento, portanto, não tente me procurar neste blog, você pode se perder.
A Necessária Boemia.
Foto by Rose. Tenho um confrade, boêmio raiz, que de defeito tem o fato de só tomar cerveja num copo do seu time de futebol; e não é o Bahia! Sempre que conversamos, repete incansavelmente ao final de suas explanações "seo Xela, o mundo tá de acabar!". Eu não tenho certeza se acaba ou não, mas uma coisa é certa: estamos vivendo num mundo de profunda cretinice; tão cretino que tentam tornar a boemia irrelevante. Quanto a isso cito o boêmio Nelson Rodrigues "Os idiotas vão tomar conta do mundo; não pela capacidade, mas pela quantidade. Eles são muitos". //Alex.//
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E Eu com a Guerra!
Foto e Arte by Rose. A história não é contada pelo vencedor, isso é lenda; ela é contada pelo contador. Eu não nasci para ir para a guerra, nem fazer história ou mudar o mundo, nasci para vêr da janela o mundo acontecendo e, como tenho o dom de escrever, contar tudo! Entretanto, mesmo que não façamos a história, estamos presos a história de nossas vidas e temos guardas cuidando para que não escapemos; são eles: a morte, o juízo, o céu e o inferno. Sim!! Você pode protestar a favor da eutanásia, mesmo sabendo que nunca terá coragem de praticar, mas, ficará preso a isso, então, algum dia, alguém poderá contar. Assim é o mundo. Assim é a vida. Assim guerras acontecem. //Alex.//
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Eu e a Consciência
Foto arquivo pessoal. Conheci Cledson há cinquenta anos em Salvador-BA, bons tempos! Daí a vida passou, o vento espalhou todos pelo mundo; e, o gosto pela escrita, finalmente e novamente nos aproximou. Reencontrei Cledson Sady, agora escritor e membro da acadêmia Jacobinense de Letras. E é com imenso prazer que publico um conto dele, para que meus outros tantos amigos leitores, desfrutem de sua verve. //Alex.//
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Moça com o Brinco de Pérola.
Arte by Rose. Usar um brinco de pérola com graça é difícil; mais ainda é pintar um quadro como o "Moça com o Brinco de Pérola"; aí é coisa divina. Quem ousa usar as enormes esmelradas com a graça que Elizabeth Taylor usava? E pirraçava ao dizer que eram para combinarem com seus grandes olhos; a diva de Holywwod era chic e bela. É fácil identificar o belo, ele é sentido e dispensa comentário ou questionamento, mas, cobra um preço: é preciso conhecê-lo. Tudo que não é belo é brega, e para o belo basta a dinvindade do bom gosto. O compositor Villa-Lobos ouvindo um monstrengo, o trem de ferro, teve a iluminação divina e compôs a bachiana brasileira n 2, apelidada de "O tremzinho Caipira". Outro gênio, Manoel Bandeira, usando também um monstrengo como inspiração fez o poema Café com Pão; que muito eu recitei nas aulas de português para treinar a voz de entonação, a professora cobrava demais! E repetindo eu via, com voz alta, passar boi e boiada, poste e pasto, daí, abstraí a arte! //Alex.//
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Contemporâneo Carnaval.
Foto by Rose. Não são poucas as pessoas que veem o carnaval como uma festa cristã católica; não é. É uma festa pagã que foi incorporada pelo catolicismo. Neste contexto os excessos foram tirados, costumes polidos e enfim a civilização ficou estabelecida. O carnaval era uma fase de preparação para as penitências da quaresma. Há mil e tantos anos a carne não era tão farta e comum como é atualmente, antonce, poder comer carne sem restrições e com relativa fartura era um carnaval. Um permissivo carnaval! Donde, com efeito, se origina a permissividade tão tolerada; que aos pouquinhos foi aumentando, aumentando, e aumentará até o fim dos tempos. Ou até quando as pessoas, pela razão, decidam que o limite é este ou tal.
Quanto a quaresma, pela razão (para quem não tem razão não existe a quaresma), somos livres para decidir qual e quanta será a penitência. //Alex.//
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