“O Trabalho do corpo produz fartura, o fruto do trabalho da alma é a arte; é quando não me basta só plantar preciso de um jardim. Como definir o belo usando palavras? Eis o alimento da alma. Eis o desafio ao escritor.”
Alex Terra
Escritor
Alex Terra
Sou brasileiro, católico, fazendeiro e gosto de contar casos. A fantasia, o sonho, a realidade, a abstração, tudo! mistura-se na criação do texto. Não sou eu; tão só é como eu enxerguei este ou aquele momento, portanto, não tente me procurar neste blog, você pode se perder.
CEPLAC Descarrilando
Foto by Rose. Os fazendeiros viviam um bom momento, bons ares, sobrava vontade e capacidade de empreender. O preço da terra estava caro, levando muitos a procurar desenvolver a cacauicultura em Rondônia e no Pará. A nova geração queria e pedia a transição para uma cacauicultura moderna, mais eficaz, menos dependente de mão de obra, e tinha disposição de pagar o preço. Já a CEPLAC tinha parado no tempo e tendia a dar marcha a ré; os sinais ainda eram sutis, mas existiam. O apartamento, o desinteresse da instituição pelo cacauicultor tomava forma, o descarrilamento podia ser visto. /Alex./
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La Mula!
Foto by Rose. A ordem para a execução da desgraça veio de cima; como no tráfico de drogas, usaram os mulas para transportar e disseminar a peste. Entretanto sem acabar com a CEPLAC o objetivo não seria alcançado, e assim até os pesquisadores foram rifados. Todos perderam; todos! Foi a primeira guerra conhecida onde não teve nenhum vencedor; nenhum! /Alex.//
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Fundo de Gaveta.
Foto by Rose. A cacauicultura afundou velozmente, os cacauicultores chegaram ao fundo da gaveta; bem, o espírito continuou o mesmo e festivo. Uma estupidez imensa jogou uma civilização no caos e tudo aconteceu como numa guerra. A percepção da derrocada foi relativa, e na verdade só vista pelos rancorosos que desejavam isso; no dia a dia das pessoas tudo ficou difuso. A riqueza do cacauicultor que a plebe só ouvia falar ficou real. Naquele curto momento de transição, o cacauicultor confraternizou, compartilhou junto com a plebe a derrota. No fim, como numa guerra, nada restou. Quando eu saí da fazenda deixei escrito na parede "AQUI JAZ UMA CIVILIZAÇÃO, QUEM VIVEU PODE CONTAR; QUEM NÃO VIVEU PODE CHORAR". / Alex.//
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Na Praça, Uma Vida!
Foto by Paulo Moisés. Minha geração foi criada nas praças, cada bairro tinha uma e ali tudo acontecia. Não! Não ficávamos ao léu, toda a sociedade tomava conta e tinha o conselhão das avós. Quando o sol estava forte demais, alguma avó inventava uma brincadeira na porta de casa do lado da sombra. Montes de sandálias demarcavam o gol, quem aparecesse era convidado para jogar. Em volta, demarcando o campo ficavam as bicicletas e sempre tinha 3 ou 4 bolas. Tempo tão bom, tão rico em experiências que morrerei e não conseguirei contar sequer um terço das histórias. / Alex.//
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Pretérito Presente.
Foto by Paulo Moisés. Daquele trágico 1989 passaram 35 anos, é muito tempo. Simplesmente o futuro não aconteceu e a destruição só pode ser comparada a de uma guerra. Até a nova geração de cacauicultores não nasceu! Na magnífica sede do grupo Chaves, hoje, é a agência da COELBA onde não restou uma só obra de arte. A CEPLAC não criou nenhuma nova tecnologia, para piorar continua incentivando o cultivo do cacaueiro na cabruca... uma tragédia anunciada. / Alex./
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